domingo, 10 de agosto de 2014

Mais uma relíquia de Marco Antonio Araújo em tournê nacional

Entrevista durante turnê patrocinada pela VASP - São Paulo, 1985.  Considerado o maior gênio da Música Progressiva na América do Sul, Marco Antonio Araújo em show realizado no MASP. Na banda, Eduardo Delgado na Flauta, Antonio Maria, violoncelo,  José Marques Teixeira, piano, Alexandre Araújo, guitarra elétrica, Lincoln Cheib, bateria e Ivan Correia no contrabaixo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Folk Song By Marco Antônio Araújo



Marco Antonio Araújo - Influências - 1982

Primeiro LP independente lançado por sua própria gravadora, a STRAWBERRY FIELDS, que segundo o músico: "seria um filtro das coisas que me emocionam e para filtrar estas emoções, as pessoas têm que vivê-las plenamente".

sábado, 7 de maio de 2011

Show com composições inéditas de Marco Antônio Araújo


Show com composições inéditas de Marco Antônio Araújo, interpretadas pelo músico Alexandre Araújo.

Dedicado ao artista plástico Fernando Fiúza. 

 Data: 26 e 27 de maio de 2011
Horário: 21 horas
Local: Fundação de Educação Artística


Marco Antônio Araújo foi um dos maiores compositores mineiros e pioneiro da música instrumental no Brasil. Lançou quatro Lps de grande sucesso. Sua obra serviu de referência para muitos artistas mineiros por sua originalidade criativa e seu profissionalismo. Fato inédito nos anos 70 e 80.

Sua carreira como músico começou com os Beatles, o que o fez mudar-se para a Inglaterra onde viveu por dois anos. De volta ao Brasil, fascinado pela música erudita estudou composição com Esther Scliar, violão clássico com Leo Soares e violoncelo com Eugen Ranewsky e Jaques Morelenbaun, no Rio de Janeiro. De volta a Belo Horizonte ingressou na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, como primeiro músico contratado e continuou seu trabalho independente que mereceu da crítica especializada os elogios pela alta qualidade e originalidade.

Concerto resgata músicas inéditas

O concerto apresenta obras inéditas de Marco Antônio Araújo interpretadas com violão clássico por Alexandre Araújo, músico, compositor, instrumentista, parceiro e irmão do compositor. A finalidade é resgatar a memória da música mineira e promover o reconhecimento da importância da musicalidade e das influências de Marco Antônio Araújo para a música  mineira e brasileira.

As composições escritas para trio, quarteto e orquestra de câmara serão executadas no violão solo - instrumento de composição do autor. A ideia é que no futuro esta obra seja eternizada em sua forma original.  

Além de resgatar obras inéditas o show faz uma homenagem ao artista plástico Fernando Fiuza que fez as primeiras fotos e cartazes do show "Fantasia", dedicado ao maestro Magnani no teatro "La Taberna, assim como o ensaio fotográfico do show  "Influências", entre outros.

Show Vôo

Músicas Inéditas de 
Marco Antônio Araújo
Interprete: Alexandre Araújo 
Violão

Data: 26 e 27 de maio  
Horário: 21 horas
Local: Fundação de Educação Artística
Rua Gonçalves Dias, 320 - Funcionários - Belo Horizonte - MG


Taís Ferreira 

MARCO ANTONIO ARAÚJO

Nasceu em 28 de agosto de 1949 em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Particularmente não teve nenhuma influência musical em sua família e nada afirmava com viria ser futuramente um músico tão talentoso.
Os Beatles lhe despertaram e foi sua primeira influência musical, começou sua carreira tocando num grupo chamado VOX POPULI em idos de 1968, com eles gravou um compacto numa obscura gravadora chamada Bemol, hoje uma raridade disputada por colecionadores.
Em 1969 decidiu dedicar-se exclusivamente à música,abrindo mão da faculdade de economia e do emprego numa instituição bancária.
Em 1970 conheceu o diretor de teatro Julien Beck da companhia americana Living Theatre, sob influência deste convívio acabou mudando para a Inglaterra onde morou por 2 anos sobrevivendo à custa de alguns biscates como entregador de móveis e eventualmente tocando música folk.
Tempos depois recordando esta época afirmou:
 "Passei dois anos vivendo como tiete de grupos como Pink Floyd, Led Zeppelin e Deep Purple; assisti a chegada dos novos como Genesis e Supertramp. A fascinação durou até esgotar o ciclo, quando comecei a não me satisfazer mais apenas olhando e ouvindo. Quando cai na realidade e senti vontade de tocar, me senti fora de casa e resolvi voltar para o Brasil"

Retornando ao Brasil, estudou na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro as disciplinas Forma e Composição Musical com Esther Scliar, Violão Clássico com Léo Soares e Violoncelo com Eugen Ranewsky e Jacques Morelenbaum.

Nesta época compôs a trilha sonora para a peça Rudá dirigida pelo ator/diretor José Wilker e o balé Cantares para o grupo Corpo de Belo Horizonte.

Em 1977 regressando a Belo Horizonte, presta concurso público sendo contrato como músico para o cargo de violoncelista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, posição que irá ocupar até sua morte em 1986.

Conciliando o trabalho de músico de orquestra com sua produção independente, - o que fez até sua morte - nesta época começou a fazer shows com produção independente que começaram a atrair um público cada vez maior.

Entre 1978 e 1979 apresentou os shows Fantasia e Devaneios, o grupo de músicos que o acompanhava era formado por Carlos Bosticco flauta, Hannah Goodwin violoncelo, Alexandre Araújo (seu irmão) guitarra, Gregory Olson contrabaixo,Benoir Clerk trompa e Sergio Matos na percussão.

Nesta época homenageou John Lennon num show batizado de John Lennon Remember que contou com a participação da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e do Corpo de Baile da Fundação Clóvis Salgado além de grande coral.

Marco Antonio Araújo e grupo Mantra

Com o tempo, mudanças ocorreram na formação e o som do grupo passou adotar uma linguagem mais ampla ao mesclar novos estilos musicais, notadamente o rock progressivo.

Consolidado o grupo, deu origem à banda que acompanharia Marco Antonio Araújo em todos os shows e 2 discos que viriam, sua formação era, Alexandre Araújo guitarra, Ivan Correia contrabaixo, Mario Castelo bateria, Eduardo Delgado flauta, Antonio Viola violoncelo, Max Magalhães piano e Lincoln Cheib bateria.

Em 1980 lança seu primeiro LP independente batizado INFLUÊNCIAS, uma síntese maravilhosa e de notável equilíbrio entre a música pop a linguagem erudita.
As canções deste disco foram divulgadas em 74 shows, inclusive em refeitórios de fábricas na hora do almoço .

Este LP foi sucesso de critica e público, mesmo assim achava que seu trabalho estava restrito a um espaço pequeno, precisa de novos horizontes.
Em novembro de 1982 lança seu segundo disco independente QUANDO A SORTE TE SOLTA UM CISNE NA NOITE. Viajou por 40 cidades participando do projeto Acorde Minas apresentando este novo trabalho.


Músico incansável, nesta época de muitos shows ainda achou tempo de produzir 2 discos de música barroca mineira do compositor Lobo de Mesquita.
Seu terceiro LP independente foi batizado de ENTRE UM SILÊNCIO E OUTRO.

Desta vez sem os músicos que tradicionalmente o acompanhava, Marco Antonio Araújo convidou Jacques Morelenbaum violoncelo, Paulo Guimarães flauta e Márcio Mallard violoncelo para juntos formarem um grupo de câmara que gravou 2 músicas suas neste disco, as Fantasias número 2 e 3 chamadas Romance e Folhas Mortas respectivamente.




Disco de produção requintada, contou com a participação do artista plástico Moacir Scliar que pintou a capa sob inspiração das músicas deste LP !


Em meados de 1985 lança seu 4 LP chamado LUCAS, homenagem ao nascimento de seu segundo filho com sua esposa Déa Marcia de Souza, bailarina do grupo Corpo.

Desta vez contando com a participação do grupo Mantra, faz vários shows pelo Brasil e exterior divulgando este trabalho.

Marco Antonio Araújo faleceu no dia 6 de janeiro de 1986 de aneurisma cerebral, depois de ficar 5 dias em coma profundo na UTI do Prontocor de Belo Horizonte, tinha então 36 anos .

Durante todos estes dias, seus sinais vitais e respiração foram mantidos à custa de aparelhos e os médicos não sabiam qual havia sido as causas da hemorragia cerebral que havia sofrido .

Encontrado desacordado, a caminho do hospital sofreu uma parada respiratória que complicou ainda mais seu quadro clínico.

Dias antes, estava no Espírito Santo em companhia de Dea e dos filhos Lucas com 2 anos e Gabriela de 4 meses.

Havia regressado sozinho para Belo Horizonte com o objetivo de receber o prêmio de melhor instrumentista do ano concedido pela revista VEJA .
Na semana seguinte viajaria para Nova York onde tinha dois shows programados.
Seu legado é uma obra sublime, síntese criativa da música clássica com o pop, manifesto dirigido ao progresso, verdadeira essência progressiva e progressista.